EXTREMOZ

S ituado no litoral do Estado do Rio Grande do Norte, Extremoz é um município brasileiro pertencente à Microrregião de Natal e à Mesorregião do Leste Potiguar, bem como à Região Metropolitana de Natal. Localiza-se a norte da capital do estado, distante desta 23,5 quilômetros. Ocupa uma área total de 139,575 quilômetros quadrados, dos quais 1,5001 km² são de área urbana.

De acordo com o censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) a população da cidade é de 24.569 habitantes. Já a estimativa populacional de 2016, ainda segundo o IBGE, era de 27.933 habitantes.

A cidade tem uma temperatura média anual de 25,7 °C e na vegetação do município pode-se encontrar manguezais e tabuleiros litorâneos. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,694, considerando como médio pelo PNUD, estando na décima oitava colocação a nível estadual.

HISTÓRIA

VILA VELHA DO GUAJIRU

As terras que hoje pertencem ao município de Extremoz, litoral do Rio Grande do Norte, foram inicialmente habitadas pelos índios tupis, paiacus e potiguaras, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru.

No ano de 1607, uma parte de terra foi concedida aos jesuítas, pelo capitão-mor do Rio Grande do Norte, Jerônimo de Albuquerque, tendo como principal objetivo catequizar os indígenas. Em 3 de setembro de 1759, o município foi criado oficialmente, através de alvará, e instalado em 3 de maio de 1760, na antiga aldeia de Guajiru, tendo por sede a vila de Extremoz.

Os jesuítas e em especial o padre Gaspar de Samperes, arquiteto e engenheiro da Fortaleza dos Reis Magos, foram os principais responsáveis pela construção da Igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru. Isso também fez com que a sociedade tribal fosse sendo influenciada pela doutrina cristã.

Em 18 de agosto de 1885, a sede foi transferida para o povoado de Boca da Mata e passou a chamar-se Vila do Ceará-Mirim. A transferência para vila de Ceará-Mirim foi suspensa através da Lei n° 345, de 4 de setembro de 1856. Após dois anos foi novamente confirmada pela Lei n° 370, de 30 de julho de 1858. Em 9 de junho de 1882, através da Lei n° 837, e assim Ceará-Mirim recebeu o foro.

MISSÃO DO GUAJIRÚ

Em 1549, nove anos depois de fundada a Companhia de Jesus, chega ao Brasil o primeiro contingente de Jesuítas, formado pelos padres Manuel da Nóbrega, Leonardo Nunes, João de Azpilcueta Navarro, Antônio Pires e mais os irmãos Vicente Rodrigues e Diogo Jácome.

Os jesuítas permaneceram como mentores da educação brasileira durante duzentos e dez anos, até 1759, quando foram expulsos de todas as colônias portuguesas por decisão de Sebastião José de Carvalho, o marquês de Pombal, primeiro-ministro de Portugal de 1750 a 1777.

Os jesuítas da Companhia de Jesus têm sua presença na Missão do Guajirú por volta de 1607 e tão logo chegou a decisão régia de que estes missionários teriam comando na aldeia.

Os índios potiguaras iniciaram a construção de uma Igreja, autorizada pelo Conde Mauricio de Nassau, para que recebesse o nome de São Miguel. Felipe Camarão, indígena da nação potiguar, de etnia Tupi, nasceu por volta de 1580, na aldeia de Igapó, ás margens do rio Potengi. Foi nesta igreja onde, aos 13 de junho de 1612, realizou-se na Aldeia Velha, seu batizado e seu casamento com Clara Camarão, uma indígena potiguar. Faleceu em 1648, em sua fazenda, logo após a primeira Batalha dos Guararapes e durante o cerco à cidade do Recife. Nas terras de Extremoz, havia um grande aldeamento de indígenas das etnias, paiacus – tapuias – potiguaras.

Em 04 de abril de 1963, pela Lei número 2.876/1963, a Vila de Ceará-Mirim, assim como era denominado o Povoado de Extremoz, desmembrou-se do município de Ceará-Mirim e conquistou a sua emancipação política. Sendo seu aniversário, 03 de maio de 1760, Extremoz foi considerada a primeira vila do Estado do Rio Grande do Norte e a data tornou-se feriado municipal através do decreto legislativo nº 04 de 16 de agosto de 1984, pela Câmara de Vereadores na época.